quarta-feira, 9 de maio de 2018

Reconhecimento



Oh Luz Maior, indecifrável!

Cumpre Tua missão de estar aqui e em todo o Universo.

Agradecemos por ter nos honrado com a Tua presença neste corpo durante o relativo tempo humano terrestre que retorna agora à Tua plenitude.

Agradecemos por ter nos permitido conviver com esta Tua manifestação física que nos serviu de fonte de reflexão para o desenvolvimento de nossas espiritualidades.

Abençoada seja a Tua eterna presença Universal!

Abençoada seja a Tua poderosa força transformadora!

Assim é!
Assim seja!
Assim será!



(RRS, 5 de maio, 2018) 

domingo, 21 de janeiro de 2018

A humana idade.


A humana idade não é a idade do homem.
A humana idade depende de reflexão.
O breve tempo da observação.
A prática do bom senso.

Não se atinge antes do quarenta.
Tampouco depois dos oitenta.
Não depende de bravatas nem de valentias.
Mas sim, depois de um relampejar da consciência.

A humana idade se alcança depois de se entender um por-de-sol.
A fragilidade de uma filhote de passarinho.
Um mendigo abandonado.
Uma asa quebrada.
Um primeiro e um último suspiro.

A humana idade se atinge,
Quando percebemos.
Quando sincronizamos.
Quando introvertemos.

E o milagre acontece! E assim, nos contagia.
Passamos a ver o mundo um tanto diferente.
E embora ele não mude, ele é que muda a gente.
Por isso somos melhores na senda da eternidade.
 Humana felicidade.
Humana idade.
Humanidade.

E a mulher disse: estou parindo!
E a criança disse: estou crescendo!
E o jovem disse: estou correndo!
E o marido disse: estou vencendo!
E o velho disse: estou morrendo!

"Vivemos sempre tentando fazer ou explicar alguma coisa para o mundo. 
E nessa ansiedade, muitas vezes, esquecemos de nos falar, para dentro".  



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

SER NÃO SER.


Que sejamos nós um breve tempo.
Sem certeza do que foi ou o que será.
Somos eternos viajantes, das nossas ilusões passantes;
Que se passam por nossos sentimentos,
Mas que não existem como achamos ser.

Somos apenas momentos quânticos;
Que vão se repetindo como numa festa.
Os sons e os brilhos são todos aparentes.
Em nossas cabeças são apena ilusórios.
E, nessas viagens de rodopios circulantes,
Damos as mãos com gentes e mais gentes.
Em nosso turbilhões de enlaces provisórios. 

Tudo é muito importante! 
Até que nada é importante!
Porque o importante do importante, 
É justamente não ser tão importante!

Que nos pareça ser o que é, quando nada nos parece ser.
E quando nós percebemos ser, 
Já não será mais o que seria.

Então, que tudo seja tudo.
Mas que não seja singular o fato.
Porque na vida tudo é apenas ato.
Que as coisas passam muito de repente
E nós? Só somos, momentaneamente...


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Brotos podados.

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Eram sementinhas meio tristes.
Volta e meia, recebiam água.
Mas de nutrientes, eram meio carentes.

Centelhas vivas desejando o mundo!
Que futuro esperam brotos desnutridos?
Quem sabe alguma alma boa os alimentem?!
Mas isso será por quanto tempo?!
Esse tempo bom-cruel, indiferente! 
Ora oferece! Ora tira!
Ora se apresenta! Ora se retira!
Ora é inclusivo, ora é excludente...

Será isso o que chamam de merecimento?
Será que o Deus, o criador e "pai de todos";
É na verdade, o pai somente de alguns?

E mesmo entre as dúvidas que testam os discrentes,
As mudas crescem frágeis, podadas antes da hora.

As raízes? meio emaranhadas!
Os galhos? meio desalinhados!
As folhas? verde-amareladas!

Com a esperança de um futuro incerto;
Entre outros brotos desejando espaço.
 É como alguém, numa multidão, sozinho,
Aguardando algum gesto de carinho,
Uma atenção! Um caloroso abraço.

(RRS, 22 nov., 2017). 










quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Despertar


Quando Deus nos sacode, está dizendo:
Acorda! Sai da escuridão!

Quando Deus nos ameaça, Ele deseja: 
Desperta! Olha o seu entorno!

Sempre que Deus nos revela, Ele ensina:
Aprende! Olha você no outro!

Quando Deus nos quer uníssono, Ele brande:
Reflete! Vibra com o mundo!

Quando nós somos omissos, meio cegos,
Somos meio responsáveis, negligentes.

Quando nós não aprendemos, nós sofremos...

Se nós não harmonizamos, separamos...

Que eu veja em cada tombo um caminho.
Com meu esforço eu possa levantar sozinho. 
Com meus próprios pés vislumbre outras estradas.
Que eu não fique por aí, só reclamando.
Dando voltas e mais voltas, sem crescer.

Que eu não viva minha vida inutilmente.

Que eu não morra ignorante e sem saber,

Que a própria vida é um eterno renascer...

(RRS, 21 jul., 2013)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A egrégora



Quantas lembranças estarão no meu passado?
Nos meus micro-cérebros celulares;
nessa densa energia universal? 

Por quantas faces já passei mudando
e viajando no tempo transcendental?

E quantas cenas ensaiei nos palcos,
do meu destino e minha própria sorte?

Mas hoje, estou aqui, sedimentado;
tentando ser feliz, temendo a morte.

Posso ter sido livre ou libertado!
Quem sabe entre ferragens e correntes?

Quem saberá? Quem sabe? Eu não sei...

Só incertezas, desconfianças, dúvidas...
Buscando um passado que não volta.
Acreditando num futuro que não veio.
Buscando uma ternura em algum seio.

Nessa linha de estradas, tão distante,
coleciono histórias apagadas.

Meus ancestrais: o que diriam nessa hora?
Acredite! Resista! Siga em frente!

Na verdade, somos uma só família! 
Somos parte de uma fila interminável.
Numa egrégora invisível mundo afora...

(RRS, 2 nov., 2017)





quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ser nada!



A vida é apenas um momento!
Um cintilar; efêmero lampejo;
De um sorrir, de um chorar, de um desejo.

Depois, é um intervalo; algo provável...

Como a água que ferve na chaleira. a gota pula!
E ela é gota só nesse momento!
Pouco depois, volta a ser água novamente.
Como se fosse uma eterna brincadeira...

Você então, é um não é!
Você sobe e desce;
Você levanta e cai;
Você entra e sai.
E até pensa que é mesmo alguma coisa!
Até, que se percebe que não é...
Que até seu nome não é mais José: é Zé ! Apenas Zé...
Isso, se não botarem apelido! 
Quase sempre desclassificado, pejorativo e depreciado.  

Mas, veja bem! Tem um outro lado,
Não sendo nada, despreocupado.
Não será patrão e nem empregado.
Porque ser alguém, vai custar trabalho...

Eu sei que é chato, se sentir sozinho,
Como uma carta fora do baralho.
Unha quebrada e dente doendo, 
Sapato gasto e meia furada.

Mas, pense bem sobre essa maravilha!
Vida pendente, descompromissada.
Poder ser tudo que você quiser!
Não ter um nome e nem ter um número,
Nem endereço numa longa estrada.

Eu sou não sou!
Sou o que sou!
Querem saber?

Eu não sou nada...

(RRS, 25 out, 2017.)