
Desestruturo minha construção de muro,
Desagregando os tijolos do espaço.
Desorganizo minha mente estruturada,
Para arrumar, depois, construjolada.
Pouco me importa a bagunça bagunçada!
Não há lugar algum para mais nada!
Cheia de livros, caixas e documentos...
Talvez sejam assim meus sentimentos,
Com uma grande diferença, veja bem!
Eu mudo de lugar sempre que eu quero,
Minha bagunça geral organizada,
E assim também faço em minha mente:
É uma questão de arrumar a arrumarada.
Os livros, todos eles na estante,
Outros deitados, empilhados, desiguais.
A cabeça, lá em cima, equilibrada;
Ou ao contrário, lá de cima, equilibrando.
E tudo mais, para baixo, arrumado.
Que maravilha tudo isso funcionando,
No caos do mundo, do aprender e do ensinar.
Os livros ficam ali eternamente,
E a eterna mente mudando tudo de lugar.
RRS, 3 abr 2011.